Setembro verde: a prevenção é o caminho


Por Catanduvas Online

04/09/2019 17:15



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O câncer de intestino grosso é o segundo que mais mata no mundo, sendo que, no Brasil, acomete aproximadamente 35 mil pessoas anualmente. A doença atinge mulheres e homens, praticamente em igualdade de incidência, sendo a 6ª e 7ª décadas de vida a faixa etária mais atingida. Os dados são reforçados pelos médicos cooperados da Unimed Chapecó da especialidade de Coloproctologia, Dr. Luiz Carlos Farret Júnior e Dr. Rodrigo Biazus.

 

De acordo com eles, o câncer de intestino também é o segundo tumor mais comum em mulheres e o terceiro mais comum em homens. Na região Oeste de Santa Catarina está em proporção de 18 casos para cada 100 mil habitantes. Porém, quando detectado no começo as chances de sobrevivência são em torno de 90%.

 

“Em termos de sintomas o sangramento fecal, alteração de hábito intestinal e cólicas abdominais são os mais frequentes. No entanto, encontramos muitos pacientes assintomáticos e já com a neoplasia”, explica Dr. Biazus.

 

Dr. Farret salienta que se deve focar na prevenção da doença, pois o câncer intestinal é uma das lesões que se pode evitar, já que em seu estágio inicial caracteriza-se apenas como um pólipo benigno e que, com o passar dos anos, ocorre a transformação para o câncer. “Ao contrário de outros tumores que já nascem malignos e que se tem a necessidade de fazer o diagnóstico precoce”, pontua.

 

O exame de colonoscopia entra no arsenal de prevenção do câncer intestinal como o principal exame disponível segundo os especialistas. Desta forma, todas as pessoas de 45 a 50 anos de idade, homens e mulheres, devem realizar a colonoscopia para, com isso, diagnosticar o pólipo intestinal caso seja portador. “Durante o mesmo procedimento, é possível realizar a sua remoção e evitar o surgimento do câncer intestinal”, conclui Dr. Biazus.

 

A orientação, conforme os médicos, é de que a colonoscopia seja repetida de tempo em tempo, este intervalo dependerá do resultado do primeiro exame. Estudos afirmam que se a prevenção for realizada em toda a população o índice de surgimento do câncer intestinal diminuirá em até 90%.

 

FATORES DE RISCO PARA O CÂNCER COLORRETAL

 

  • Idade acima de 50: O câncer colorretal é mais provável de acontecer conforme as pessoas vão envelhecendo. Mais de 90% das pessoas são diagnosticadas após os 50 anos de idade. No ano de 2018, de acordo com novos dados que evidenciam o aumento do número de pacientes com câncer colorretal abaixo dos 50 anos de idade, a Sociedade Americana de Coloproctologia orienta os 45 anos como idade de início de prevenção.

 

  • Dieta:  Estudos sugerem que dietas ricas em gorduras, baixas em cálcio e baixas em fibras podem aumentar o risco de câncer colorretal.
  • Pólipos: Maioria dos pólipos são benignos, no entanto podem progredir e tornar-se câncer. Encontrar e removê-los reduz o risco de câncer colorretal (procedimento realizado por colonoscopia).
  • História familiar de câncer colorretal:  Parentes em primeiro grau (pais, irmão, irmã, filhos) de uma pessoa com história de câncer colorretal, tem mais probabilidade de desenvolver a doença, especialmente se este parente teve o câncer em idade jovem.
  • Alterações genéticas:
    • HNPCC (Câncer colorretal não polipoide hereditário), é o tipo mais comum de câncer colorretal herdado geneticamente. No entanto, faz parte de uma pequena percentagem de todos os casos da doença e a média de idade do diagnóstico do câncer é 44 anos.
    • Pólipose Adenomatosa Familiar (FAP) é uma condição rara de herança genética na qual ocorre a formação de centenas de pólipos no cólon e reto. Geralmente, portadores desta doença desenvolvem o câncer ao redor de 40 anos de idade. Este tipo de câncer é menos de 1% do total de todos os casos diagnosticados de câncer colorretal.
  • Colite ulcerative e Doença de Crohn: Pessoas portadores de doença inflamatória intestinal por longa data têm aumentado o risco de desenvolvimento do câncer.
  • Tabagismo: Aumenta risco de pólipos e câncer colorretal.

 

 

Texto: Andressa Recchia/Unimed Chapecó