Veículo roubado é localizado em Catanduvas e condutor preso


Por Catanduvas Online

26/02/2019 18:06



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Por volta da 1h desta terça-feira (26), a Polícia Militar recuperou um veículo roubado. O carro foi tomado de um vigia, num assalto milionário em uma empresa de Chapecó, no último final de semana. 

 

Após o roubo, a Polícia Militar passou a levantar informações para colaborar nas investigações da Polícia Civil. Através de câmeras de segurança, os militares identificaram que o automóvel se deslocou de Chapecó em direção a Xanxerê (SC), por volta das 21h de segunda-feira (25). 

 

Segundo a PM, diante das constatações, os militares comunicaram a Agência de Inteligência (AI) de Xanxerê, Concórdia, Joaçaba e Catanduvas, além da Polícia Rodoviária Federal (PRF). 

 

Em buscas, a equipe da AI de Catanduvas encontrou o automóvel estacionado em um hotel às margens da BR-282, daquela cidade. Segundo a Polícia Militar, um homem de 43 anos, ocupava o veículo. Ele tentou enganar os policiais com uma identidade falsa, mas logo em seguida foi desmascarado. Ainda segundo a polícia, ele estava em liberdade de albergue sem recolhimento.

 

Já em relação ao carro, o homem disse que furtou o veículo nas proximidades da rodoviária de Chapecó e negou a participação no roubo milionário. O suspeito e o automóvel foram encaminhados à delegacia de polícia.

 

A Polícia Civil que investiga o crime, mas ele preferiu não divulgar detalhes, para não atrapalhar as investigações.

 

Roubo milionário

 

Uma empresa de implementos rodoviários de Chapecó (SC), amarga um prejuízo de aproximadamente R$ 2 milhões após um roubo registrado neste final de semana. Pelo menos quatro homens armados e encapuzados invadiram a unidade que fica às margens da SC-484, na Linha Tomazelli, no acesso ao município de Guatambu. Eles roubaram peças importadas e pneus, em seguida fugiram em uma carreta carregada com os produtos. 

 

O delegado Elder Arruda Chaves, da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), da Polícia Civil de Chapecó, está investigando o crime. Segundo ele, até a noite deste domingo (24), ele ouviu os dois funcionários que foram rendidos pelos bandidos. 

 

Segundo o delegado, eles contaram que o primeiro a ser rendido foi o vigia, por volta das 21h30 de sábado (24), quando realizava rondas pelo pátio. Em seguida, eles aguardaram a chegada do porteiro que, ao entrar nas dependências da empresa, também foi dominado, por volta das 22h15. Ambos empregados teriam ficado na mira de revólveres e pistolas. Eles foram amarrados e obrigados a permanecerem de cabeça baixa, enquanto o grupo iniciava o roubo. 

 

Com auxílio de uma empilhadeira, os bandidos carregaram um semi-reboque, da empresa, com peças importadas da Islândia – usadas em câmaras frias – e também com pneus de caminhões.

 

Segundo delegado, eles usaram um cavalo mecânico do grupo para acoplar o semi-reboque e transportar a carga. 

 

Após cerca de 8 horas do início da ação, o grupo deixou o local, por volta das 5h da madrugada de domingo. Elder não descarta a possibilidade de que neste período, eles tenham ido e voltado do Rio Grande do Sul por pelo menos três vezes, para descarregar os produtos. 

 

A Polícia Militar foi chamada por volta das 5h30, logo após os funcionários conseguirem se desvencilhar das amarras. O aparelho de celular e o carro do vigia também foram roubados na ação. 

 

Profissionalismo 

 

Segundo o relato das vítimas, os criminosos usavam rádios comunicadores para manter contato entre eles. Além disso, no local havia um dos homens que chefiava a ação. “As vítimas contaram que tinha um chefão pelo rádio dando as ordens do que eles [o grupo] tinham que fazer”, disse Elder. Elas também afirma que viram apenas quatro pessoas, mas o delegado não descarta a possibilidade do envolvimento de pelo menos 10 homens.

 

O grupo usou um óleo para limpar os locais onde tiveram contato, a fim de não deixarem digitais, apesar de estarem usando luvas no momento do crime. Com isso, o Instituto Geral de Perícias (IGP) não conseguiu colher materiais genéticos na empresa. 

 

Sem imagens 

 

Elder afirma que há vários pontos à serem esclarecidos, mas um dos principais é a falta de imagens, pois as câmeras de segurança do empreendimento não estariam ligadas no momento do roubo. “Há cerca de 20 câmeras de monitoramento e nenhuma estava funcionando. Não gravou nada. Essas imagens são armazenadas por duas empresas do Rio Grande do Sul”, disse o delegado, que também vai ouvir os representantes destes estabelecimentos. 

 

Fuga 

 

Segundo Élder, os bandidos tiveram o cuidado de transitarem por ruas onde não há grande quantidade de câmeras de videomonitoramento. O delegado não descarta a possibilidade de que eles tenham fugido para o Rio Grande do Sul, pois uma das vítimas disse que o sotaque de um deles era gaúcho. 

 

Elder enfatiza que o grupo criminoso não é de Chapecó.

 

A investigação é coordenada pela DRF. Outras pessoas serão ouvidas e imagens de rodovias estaduais e federais serão colhidas para tentar identificar a rota de fuga do grupo. O prejuízo está avaliado entre R$ 1,5 a R$ 2 milhões.

 

Fonte:

Com informações de ClicRDC