Comércio reclama da falta de moedas e notas de menor valor


Por Catanduvas Online

01/10/2018 16:49



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Catanduvas Online

 

Vale todo tipo de ação: parceria com outros comerciantes, apelo aos clientes e até mesmo reza forte. Isso tudo para que as moedas e notas de R$ 2 e R$ 5 voltem a circular no comércio de Catanduvas. A maior falta ainda é das moedas de R$ 0,05 R$ 0,10 e R$ 1 dizem os comerciantes.

 

A dificuldade de encontrar as moedas também se deve a população que costuma economizar usando os famosos cofrinhos. No entanto, a atitude de poupar o dinheiro de metal em casa pode trazer prejuízos para a economia do país. De acordo com o Banco Central (BC), cerca de 35% das moedas emitidas no Brasil desde 1994 estão fora de circulação, o que corresponde a aproximadamente R$ 1,4 bilhão. Esse fenômeno do entesouramento, que é o armazenamento por longo período de cédulas e moedas, tem afetado o comércio que enfrenta dificuldades para troco, assim como aumentado o gasto público para produzir novas moedas.

 

Daniela, caixa de uma sorveteria, diz que hoje em dia quase todo mundo possui um cartão de débito ou crédito, mas como os preços do estabelecimento são relativamente baixos, o dinheiro ainda é a forma mais utilizada pelos clientes.

 

“A gente passa alguns apertos às vezes para devolver o troco. As moedas que mais faltam aqui são as de R$ 0,05 e R$ 0,10. Sempre temos que perguntar para o cliente se ele não tem uma nota menor ou o valor aproximado para facilitar”, reclama.

 

Comerciantes explicam que algu­mas pessoas chegam a ir ao estabelecimento trocar suas moedas por notas, o que facili­ta bastante para quem trabalha com o comércio. Contudo, essa prática é rara, principalmente para quem mantem cofres em casa como forma de poupar dinheiro, porém, a maioria espera juntar uma boa quantia, e demoram em fazer a troca.

 

O assunto será abordado em reunião com representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Catanduvas durante essa semana. Uma campanha estará sendo estudada para estimular as pessoas a usarem as moedas e dinheiro de menor valor no comércio local.