Justiça Eleitoral manda PF investigar deputada eleita do PT por suspeita de fake news
A Justiça Eleitoral de Minas Gerais determinou nesta quarta-feira (14) que a Polícia Federal abra um inquérito para investigar a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), por suspeita de divulgar informações falsas contra Flávio Bolsonaro (PL) durante a campanha presidencial.
A decisão foi assinada pelo juiz Orlando Israel de Souza, da 103ª Zona Eleitoral de Divinópolis, após uma notícia-crime apresentada pela equipe jurídica de Flávio. O Ministério Público Eleitoral analisou o pedido e também se manifestou favoravelmente à abertura da investigação.
Ana Elisa, de 21 anos, foi eleita deputada federal por Minas Gerais com mais de 520 mil votos e passou a integrar a estratégia de comunicação digital da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno.
A petista ganhou projeção nacional depois de ser chamada para reforçar a presença do presidente nas redes sociais. Ao lado de André Janones e outros parlamentares, passou a participar das articulações destinadas a ampliar o alcance das mensagens de Lula entre eleitores jovens e usuários das plataformas digitais.
A atuação de Ana Elisa já vinha provocando confrontos com integrantes do PL. Nos últimos dias, publicações antigas atribuídas à deputada eleita, envolvendo temas como igrejas evangélicas e aborto, passaram a circular entre lideranças bolsonaristas.
Ana Elisa contestou a autenticidade de parte do material divulgado e anunciou medidas judiciais contra publicações que considera falsas. A repercussão também gerou preocupação entre integrantes da própria campanha de Lula, segundo reportagem do Metrópoles.
A decisão desta quarta-feira acrescenta uma frente judicial à disputa entre a deputada eleita e a campanha de Flávio Bolsonaro.
A reportagem que revelou a determinação não detalhou quais publicações fundamentaram a notícia-crime. Por isso, ainda não é possível estabelecer se a investigação envolve os conteúdos que já circulavam nas redes ou outras manifestações atribuídas à petista.
A abertura do inquérito também não significa que Ana Elisa tenha cometido crime eleitoral. Caberá à Polícia Federal reunir os elementos necessários para esclarecer os fatos e avaliar se houve alguma infração
FONTE/ HORA BRASILIA

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