Operação do Gaeco desarticula esquema de estelionato contra idosos no Oeste

Organização criminosa atuava de forma interestadual e é suspeita de lavar até R$ 9,6 milhões.


Por Catanduvas Online

22/01/2026 07:20



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O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), a segunda fase da Operação Entre Lobos, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes de estelionato contra idosos e de praticar lavagem de dinheiro.

 

A ação ocorreu em apoio à investigação conduzida pela Promotoria de Justiça da Comarca de Modelo. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nos municípios de São Miguel do Oeste, Caibi e Chapecó, no Oeste catarinense; Lages, na Serra; Itajaí, no Litoral; e São José, na Grande Florianópolis.

 

A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias dos investigados, com valores que podem chegar a R$ 9,6 milhões, além da apreensão de veículos de luxo. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas. Entre as medidas cautelares impostas estão o monitoramento eletrônico de quatro investigados, a suspensão do exercício de funções em empresas ligadas ao esquema e a proibição de solicitar ou receber valores por meio de alvarás judiciais relacionados a empresas de fachada do grupo.

 

Segundo o Gaeco, entre os alvos da operação estão quatro advogados. O cumprimento das ordens judiciais ocorreu com a presença de representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

 

Durante a operação, foram apreendidos dez telefones celulares, quatro veículos de luxo, dois computadores, quatro pendrives e diversos documentos.

 

Como funcionava o esquema

 

As investigações apontaram que o grupo criminoso era estruturado em cinco núcleos, cada um com funções específicas:

 

- Liderança e estratégia, responsável por coordenar o esquema e controlar os recursos financeiros;

- Financeiro, que administrava pagamentos, contratos e movimentações bancárias;

- Jurídico, encarregado de formalizar processos e dar aparência de legalidade às operações;

- Empresarial, que operava empresas de fachada utilizadas para a suposta compra de créditos;

- Captação, responsável por abordar as vítimas, em sua maioria aposentados, oferecendo falsas vantagens.

 

De acordo com o Gaeco, após a primeira fase da operação, deflagrada em julho do ano passado, foi identificada uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro e de obstrução da Justiça, criada para manter o esquema em funcionamento e garantir o recebimento de valores ilícitos. Também foi apurada a criação de uma nova empresa de fachada, utilizada para aplicar golpes em idosos por meio da compra de cessões de créditos judiciais em ações bancárias.

 

A segunda fase da Operação Entre Lobos é um desdobramento da ação realizada em 22 de julho de 2025, que ocorreu em cinco estados brasileiros: Santa Catarina, Ceará, Rio Grande do Sul, Bahia e Alagoas. O grupo é investigado pela prática de estelionato contra pelo menos 280 idosos em situação de vulnerabilidade, além dos crimes de organização criminosa, patrocínio infiel e lavagem de dinheiro.

 


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Fonte: Oeste Mais