Confirmado salário mínimo de R$ 1.621 para 2026

Reajuste de 6,79% passa a valer em janeiro e será refletido nos pagamentos de fevereiro.


Por Catanduvas Online

11/12/2025 08:33



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O governo confirmou nesta quarta-feira (10) que o salário mínimo passará de R$ 1.518 para R$ 1.621 a partir de janeiro de 2026, um reajuste de R$ 103, baseado no INPC e no crescimento do PIB. O novo valor começa a valer oficialmente em janeiro, mas o trabalhador sentirá o impacto no pagamento de fevereiro.

 

O salário mínimo brasileiro terá um novo valor a partir de janeiro de 2026. O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou, nesta quarta-feira que o piso nacional será reajustado, um acréscimo de R$ 103 equivalente a 6,79% de aumento.

 

O anúncio foi feito após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), índice utilizado para corrigir anualmente o salário mínimo. O INPC fechou outubro com alta de 0,03% e acumulou 4,18% nos últimos 12 meses.

 

O novo valor começa a valer oficialmente em janeiro, mas o impacto para o trabalhador será percebido no salário pago em fevereiro.

 

Como o reajuste é calculado

 

A regra atual de valorização do salário mínimo combina dois fatores:

 

- INPC acumulado até novembro do ano anterior, que neste ano foi de 4,18%;

- Crescimento do PIB de dois anos antes, que, segundo revisão do IBGE, foi de 3,4% em 2024.

 

No entanto, o arcabouço fiscal impõe um limite ao ganho real acima da inflação, que pode variar entre 0,6% e 2,5%. Com essa trava, o aumento calculado para o salário mínimo de 2026 ficou em R$ 1.620,99, valor que, após arredondamento previsto em lei, chega a R$ 1.621.

 

Revisão das contas públicas

 

Com a divulgação oficial dos índices, o governo terá que revisar as projeções orçamentárias para 2026. Isso porque a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada pelo Congresso, estimava um salário mínimo de R$ 1.627, valor um pouco maior do que o confirmado.

 

O novo cálculo deve ajustar as previsões de despesas obrigatórias da União, já que benefícios previdenciários, assistenciais e outras políticas públicas são diretamente influenciados pelo piso nacional.

 

O reajuste reforça a política de recuperação do poder de compra do trabalhador, ao mesmo tempo em que busca manter o equilíbrio das finanças públicas sob as regras do arcabouço fiscal.

 


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Fonte: Eder Luiz Notícias